rande parte das pessoas aprende, desde cedo, que emoções difíceis devem ser evitadas, controladas ou eliminadas. Na prática clínica, isso aparece de diferentes formas:
Embora essas estratégias possam gerar alívio momentâneo, frequentemente acabam aumentando o sofrimento ao longo do tempo.
Na Acceptance and Commitment Therapy (ACT), esse processo é chamado de evitação experiencial.
A evitação experiencial ocorre quando o indivíduo tenta escapar, controlar ou reduzir pensamentos, emoções, memórias ou sensações internas consideradas desagradáveis.
O problema é que, quanto maior a luta contra experiências internas inevitáveis, maior tende a ser o sofrimento psicológico.
Na prática clínica, esse padrão está frequentemente relacionado a:
Segundo os princípios contemporâneos da psicoterapia baseada em evidências, compreender os processos que mantêm o sofrimento é essencial para promover mudança clínica consistente .
Muitos pacientes chegam à terapia acreditando que precisam eliminar emoções difíceis para viver bem.
No entanto, emoções como medo, tristeza, frustração e insegurança fazem parte da experiência humana.
A ACT propõe uma mudança importante de perspectiva:
O objetivo não é controlar totalmente emoções internas, mas desenvolver capacidade de agir de forma funcional mesmo diante delas.
Isso não significa resignação ou passividade, mas construção de flexibilidade psicológica.
A flexibilidade psicológica é a capacidade de:
Na prática, isso significa reduzir padrões rígidos de evitação e aumentar repertórios comportamentais mais saudáveis.
Segundo o Prof. Leonardo Machado, professor da Comportalmente, abordagens contemporâneas em saúde mental devem incluir não apenas redução de sintomas, mas também fortalecimento de recursos psicológicos positivos.
Essa visão está diretamente alinhada aos princípios da ACT.
A evitação emocional pode assumir formas muito diferentes:
Muitas vezes, o paciente não percebe que seus próprios esforços para evitar sofrimento estão mantendo o problema.
Na ACT, o foco terapêutico envolve ajudar o paciente a:
O objetivo é ampliar a liberdade psicológica do indivíduo diante da própria experiência emocional.
A ACT ganhou espaço porque oferece ferramentas eficazes para demandas muito presentes na clínica contemporânea, como:
Além disso, integra ciência comportamental, mindfulness e mudança baseada em valores.
A tentativa constante de evitar emoções difíceis pode se transformar em uma das principais fontes de sofrimento psicológico.
A ACT propõe uma mudança profunda de perspectiva: desenvolver flexibilidade emocional e construir uma vida mais coerente com valores pessoais, mesmo diante de experiências internas difíceis.
Quer aprofundar sua atuação clínica em ACT, DBT e terapias contextuais contemporâneas?
Conheça a Pós-Graduação em DBT & ACT da Comportalmente.
👉 Uma formação prática, aprofundada e baseada em evidências para profissionais que desejam atuar com excelência clínica.
Escolha o curso ideal para o seu momento e alcance novos níveis de excelência em Psicologia, Psiquiatria ou Neurodesenvolvimento.
