entir medo, insegurança ou preocupação faz parte do desenvolvimento infantil. Muitas crianças passam por fases em que têm medo do escuro, dificuldade de se separar dos pais ou receio de situações novas. Essas reações são naturais e ajudam no processo de adaptação ao ambiente. O problema surge quando a ansiedade se torna intensa, frequente e começa a impactar a vida da criança.
Segundo a psiquiatra Ana Paula Martins, professora da Comportalmente:
“O sofrimento psíquico na infância precisa ser compreendido dentro do contexto do desenvolvimento e da singularidade da criança.”
Isso significa que nem toda preocupação é um transtorno, mas alguns sinais merecem atenção.
A ansiedade em crianças muitas vezes aparece de forma diferente da observada em adultos.
Entre os sinais mais comuns estão:
Em muitos casos, a criança não consegue explicar o que sente, expressando a ansiedade através do comportamento.
A ansiedade merece atenção clínica quando:
Além disso, a intensidade deve ser desproporcional ao contexto vivido.
Por exemplo: uma criança sentir receio no primeiro dia de aula é esperado; não conseguir frequentar a escola por semanas devido ao medo já exige investigação clínica.
Quando não identificada, a ansiedade pode afetar:
Além disso, crianças ansiosas podem desenvolver padrões de evitação, evitando situações que geram desconforto emocional.
Segundo os modelos da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), a evitação tende a manter e intensificar a ansiedade ao longo do tempo .
A psicoterapia infantil ajuda a criança a:
Na infância, o processo terapêutico costuma utilizar recursos lúdicos, como jogos, desenhos e histórias.
Além disso, a participação da família é fundamental para fortalecer mudanças no dia a dia.
Pais e cuidadores têm papel essencial no manejo da ansiedade infantil.
Escuta acolhedora, previsibilidade e apoio emocional ajudam a criança a desenvolver sensação de segurança.
Ao mesmo tempo, é importante evitar reforçar excessivamente comportamentos de evitação ou superproteção.
A ansiedade infantil faz parte do desenvolvimento, mas pode se tornar um problema quando gera sofrimento e prejuízo funcional.
Identificar sinais precocemente e buscar ajuda especializada pode fazer grande diferença no desenvolvimento emocional da criança.
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